Campeão: São Paulo. Vai ganhar o campeonato quase invicto, com vitórias
somente pelo placar de 1 a 0. Vai perder pro Barueri e Náutico, e
Muricy será questionado fortemente pela imprensa que não aguenta mais
sua chatice e pedirá demissão. Volta Leão, que dá a volta por cima pelo
Tricolor. O artilheiro do time será Rycharlyson, com três gols. Nasce a era Rycharlyson na Seleção Brasileira.
Liber: Santo André, Náutico e Atlético-PR. Geninho restabelece a
força do Atlético em casa. O Santo André será beneficiado por
intervenção de Lula. E o Náutico arrancará depois do Muricy retornar à
casamata.
Sul-Americana: Todo o resto.
Rebaixados:
Corinthians, Fluminense, Flamengo e Coritiba. Cocito, de volta ao Avaí,
amputará Ronaldo com uma voadora inocente. Abalado, o Corinthians
perderá seus patrocínios e terá de vender todos os jogadores para
cobrir as dívidas. Sobrará apenas Dentinho e Welinton Saci. O Fluminense, sem a
Unimed, fechada pela justiça devido a inúmeras falcatruas, transformará
a Laranjeiras numa rua de comércio popular ao estilo Saara. Mas não
será suficiente e o clube será rebaixado diretamente para a terceira
divisão, com a desculpa de que não passou pela Segunda antes de
chegar à Primeira. O time do Flamengo será sequestrado pelos amigos do
Adriano para um campeonato na Vila Cruzeiro. Apesar de ganhar tudo na Vila, não
dará tempo de se recuperar no Brasileiro, após passar 37 rodadas no
cativeiro. O Coritiba vai cair porque é ruim. Tenho dito.
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A imprensa esportiva consegue muitas vezes ser pior que as
torcidas organizadas. Ontem eu escutei no rádio um repórter jogando um jogador corintiano sem pudor algum contra o Rafael Moura. Provocando mesmo.
Não é jornalismo nem aqui nem na China. E isso se repete o tempo todo.
Por que aguentar isso? Na minha modesta opinião, um cara desses tinha
que apanhar de reio na bunda. Acho que ele vai preferir o boicote, como este que estão tentando fazer em Minas (http://imprensamineira.org/).
Acho muito simples acabar com essa mania da torcida ver pelo em
ovo. Fazer boas matérias, fundamentadas, sem forçar a barra e sem
sensacionalismo. Há quem consiga fazer isso. O Lance não
consegue. As rádios não conseguem. Vai ver quem trabalha neste lugares.
Um monte de piá de prédio. Nas rádios, velhos safados.
Enquanto no jornalismo científico, econômico e cultural as pessoas
se especializam, fazem cursos, o que fazem os jornalistas esportivos?
Nem ler os filhas da puta leem. Então, o torcedor, vendo que o nível
está rasteiro, se acha no direito de questionar tanto a má quanto a boa
imprensa. Para eles não tem diferença. Então, em vez de defender a
mídia, seria mais salutar ser menos corporativista e dar nome aos bois.
Quando o Atlético fechou o CT à imprensa, não foi por causa da Gazeta, imagino
eu. E sim por causa dos sanguessugas que até dinheiro pediam aos
jogadores. Por que não denunciar esses caras?
Aliás, o www.furacao.com teve uma reação exemplar à capa da Tribuna. Deixou o
histerismo de lado e perguntou a jornalistas de todo o Brasil o que
achavam da capa. Ficou feio para a Tribuna. Quase todos condenaram.
Quando pegaram leve, disseram que no mínimo era de mau gosto. A
imprensa tem como papel analisar a si mesma. Não é costume no Brasil.
Mas deveria começar a ser.
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Em 2004, após uma derrota do Atlético por 1 a 0 para o São Paulo no Morumbi, disse que aquele time tinha cara de campeão. Foi por pouco. Chegamos em segundo. Pois digo que, após os dois confrontos contra o Corinthians pela Copa do Brasil, que vamos chegar à Libertadores.
Este time é bastante jovem. O mais velho do time titular, Galato, tem 26 anos. Tem boas promessas como Wallyson e Raul, que em pouco tempo de carreira já enfrentaram jogos muito duros e decisivos. Raul já jogou duas vezes contra o Corinthians em um Pacaembu lotado - pela Copa do Brasil e pela final da Copa SP de Futebol Júnior. É o tipo de coisa que une um grupo e molda o caráter do jogador, dando cancha para voos mais altos.
Geninho parece ter finalmente dominado o time taticamente, a ponto de mudar o time várias vezes dentro da partida sem perder consistência. Ontem, contra o Corinthians, o time foi muito bem. Teve um pênalti não marcado - confirmado pelo imparcial Humberto Peron, que trabalha aqui ao meu lado na Editora Globo - e duas grande chances desperdiçadas por Wallyson. Parreira foi crucificado, mas estava certo quando disse que o gol é um detalhe. É o detalhe mais importante, mas que raramente nasce do acaso. É preciso muito trabalho para produzir as chances de gol que o Atlético produziu ontem no Pacaembu.
É claro, perdemos pela falta de gols. Já o Corinthians está demonstrando uma eficiência absurda, graças a Ronaldo e ao esquema de Mano Menezes. Aproveita quase 100% das poucas chances que tem no jogo. Foi assim contra o Santos na Vila Belmiro e contra o Atlético nos dois jogos da Copa do Brasil. Lembra bastante o São Paulo do Muricy, porém mais rápido e com mais alternativas.
Voltando ao Atlético, perdeu por não ter um Ronaldo. Mas Wallyson, Raul e companhia aprenderam a lição. O Atlético vem forte. E acho que voltará a ter o fator Arena a seu favor. Domingo, contra o Vitória, vamos ver se estou certo.
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Ontem, eu, Batata e Régis no táxi, voltando do Pacaembu. Rádio ligado. Primeira "pergunta" do repórter CUZÃO para um jogador do Corinthians: "o Rafael Moura falou na Arena da Baixada que o Corinthians era um time de segunda..." Não sei se ainda dá para ficar bravo com esse tipo de "repórter". Mas é assim que toda a categoria, da qual felizmente não faço mais parte, perde cada dia mais credibilidade. E ainda tem aquela capinha da Tribuna... Chico Buarque tem razão, os idiotas tomaram o poder.
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